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sábado, 19 de maio de 2012

Os Vingadores – The Avengers

Devo começar esse post deixando bem claro: não sou crítico de cinema e nem pretendo ser. O que acontece é que acabei de vir do cinema com o filho e a esposa (na verdade foi semana passada, mas só agora consegui revisar e publicar o post), após assistir "Os vingadores", e me senti na grata obrigação de registrar minha opinião sobre  filme.

Os Vingadores
Desde que me entendo por gente acompanho a saga dos personagens da Marvel e da DC, tive o prazer de ler o exemplar número 1 de Heróis da TV entre outros "gibis" dessa linha de heróis e deuses. Acompanhei o nascimento e morte de alguns heróis, vivi seus dilemas a cada edição. O exílio de Thor, o nascimento do Surfista Prateado, a invenção do Tio Sam malhadão (Capitão América, para quem não entendeu a piada) e tantos outros que nasceram para brilhar ou apenas para serem eternos coadjuvantes dos grandes heróis.

Me sinto no direito de escrever sobre o filme "Os Vingadores" por conhecer cada um dos personagens muito antes de assinarem seus contratos para a "grande tela". Algumas críticas se referem ao filme como um "lugar comum" nas histórias da Marvel, de um amontoado de protagonistas disputando para ver quem se sobressai, ou ainda acusam o filme de não passar de "velho enredo dos quadrinhos" aonde heróis se pegam de pau primeiro para depois se entenderem e se unirem contra um inimigo em comum.

Quer saber? Que seja, pouco importa! Os Vingadores não é um filme para quem não gosta de quadrinhos (alias, por que foi pra lá?), ele é uma brilhante (na minha opinião) migração dos quadrinhos para a "telona". Chega inclusive a dar sentido e valor a alguns dos filmes que o antecederam com os personagens em atuações "solo". A forma como alinhavou as histórias e a cronologia foi muito boa e digna de uma edição especial Marvel.



O filme Os Vingadores cumpriu muito bem seu papel mantendo o formato dos quadrinhos e conseguiu retratar a ação dos personagens com o mesmo dinamismo que nossa mente ocupava o espaço entre cada quadrinho nas revistas. Acho até que o filme merecia uma edição em quadrinhos, será que ja pensaram nisso? Isso, ótima forma de definir o quão fiel foi o filme em relação as revistas: basta fazer "print screen" de algumas cenas e adicionar balões e teremos uma das mais fantásticas e eletrizantes histórias dos quadrinhos.

sábado, 31 de março de 2012

Marcelo Mansfield briga com Léo Lins no "Agora é Tarde" - Pimenta no "olhos" dos outros é refresco.

A "fofoca" do momento é o vídeo feito por uma pessoa da platéia durante a gravação do programa "Agora é Tarde". Esse vídeo (http://goo.gl/jM8U9) mostra o humorista Marcelo Mansfield se ofendendo com uma piada do Léo Lins (outro humorista do programa) e revidando indignado, culminando na saída dele do palco. Verdade ou não, foi tratada como notícia na Gazeta on Line - portal globo.com (http://goo.gl/EAXiJ).




Bem, eu ainda não sei se não passa de mais um viral como a "briga" nos bastidores do CQC (http://goo.gl/JlRsu). A diferença é que o CQC mostra logo no final do vídeo que tudo não passa de uma brincadeira para chamar a atenção, e como o brasileiro (acho que o ser humano em geral) gosta de assistir uma encrenca, DEU CERTO.



Voltando ao "caso Mansfield" o que me fez escrever é o quanto a sabedoria popular é verdadeira: pimenta no olhos (este blog é lido por pessoas de todas as idades, por isso falo "olhos" e não "c*") dos outros é refresco. Os ditos humoristas do programa vivem trocando alfinetadas, fazem graça chamando uns aos outros de incompetentes, homossexuais (como se isso fosse ofensa), magros, gordos, carecas ou simplesmente burros. Passam boa parte de suas falas fazendo menções pessoais de como não mereciam estar ali, e como o programa é "final de carreira", decadência para quem não deu certo. Lamento até mesmo ver Ultraje a Rigor fazendo parte disso.

Mas, novamente voltando ao foco, a motivação do post é ver como existe hipocrisia em todos lugares, em todos os níveis e meios. Se um artista, político, empresário ou seja lá quem for, reagir negativamente aos ataques humorísticos (ataques sim, Chico Anysio fazia críticas e sátiras mas nunca as custas de ofensas pessoais) vai logo cair na lista negra da classe humorística. Em alguns segundos terá seu nome veiculado em vários "twitters' e ReTuitados infinitas vezes sendo taxado de intolerante, mau humorado ou como quem tenha vestido a carapuça.

Confesso que não tenho opinião formada sobre ser válido ou não esse humor mais agressivo para fazer com que pessoas caiam na real. Não sei se o fato de "Bolsonaros" da vida falarem absurdos faz com que humoristas tenham o direito de destruir o cara publicamente. É meio que "chumbo trocado não dói", ou seja, se o cara falou besteira, tenho o direito de fazer o que quiser com ele. Acho que esse seria o princípio de uma sociedade baseada no direito de vingança e não no direito de justiça, inclusive esse foi o argumento de alguém que conversou comigo sobre a questão da pena de morte. Na concepção desta pessoa (que realmente não lembro quem foi) a pena de morte seria dar o direito ao Estado para se vingar - mas este é assunto bem mais denso e não é o foco deste post. Vejam só, Mansfield é um humorista "com anos" de carreira e não conseguiu suportar uma piada imbecil sobre a circunferência da sua barriga. Eu então devo sair armado e matando todo mundo né?! Tá, sei que o cara é humano e provavelmente não estava nos seus melhores dias, como eles mesmo dizem a todo instante estão na Band por que outro lugar não rolou, isso deve deixá-los desmotivados a trabalhar e conviver. Imagino até que aturar Léo Lins não seja nada fácil - até se me permitem, que conjunto de artistas não? Danilo Gentile, Léo Lins e o outro lá que nem sei o nome... seqüência de piadas prontas, jargões e humor feito sobre chacota alheia. Pena mesmo que não foi o Danilo Gentile que fez a piada sobre o Bebê da Vanessa, com um pouco de sorte ele não estaria ali apresentando o programa (sendo cortado como foi o R. Bastos).

Em resumo, celular que grava vídeo - R$ 400,00, taxi para ir a gravação do "Agora é Tarde" - R$ 40,00, assinatura de internet para ler essa notíca - R$ 100,00 mas ver um humorista picado e afetado pelo próprio veneno, isso não tem preço.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cyro Miranda - um homem preocupado com a necessidade alheia.

(Este post se refere a declaração em tribuna do Senador Cyro Miranda (PSDB-GO) que disse "Eu não vivo do salário de senador, mas tenho pena daquele que é obrigado a viver com R$ 19 mil líquidos com a estrutura que temos aqui.")

Cyro Miranda
ÓBVIO que to sendo irônico. Melhor explicar, já que um Senador da República foi capaz de pronunciar uma asneira dessas na tribuna, bem capaz de alguém achar que falei sério no título deste post.

Me deixa perplexo como Senadores conseguem abrir a boca pra falar tanta besteira.  Já não bastava o Ivo Cassol (PP-RO) ter dito que político no Brasil é mau remunerado, vem esta besta de óculos dizer que tem pena de quem tem que viver com 19 mil reais. Tenho que controlar muito os dedos para não escrever muitos, mas muitos palavrões.

Já postei outras vezes: é impressionante como caçoam do povo brasileiro. Lendo a estupidez que o Ilmo. Senador falou, lembrei dancinha da Angela Moraes Guadagnin comemorando a absolvição do João Magno (acusado de ter recebido grana do Marcos Valério), gente será mesmo que somos um povo imbecil? Começo a achar que sim. São tantos desmandos, provocações e deboches bem na nossa cara que não dá para acreditar.


Me impressiona a capacidade que eles tem de zombar do povo que arduamente carrega essa máquina pública, pesada e morosa nas costas. Sou funcionário público, trabalho dignamente para fazer merecer o que ganho. Defendo que funcionários públicos sejam remunerados proporcionalmente à responsabilidade que assumem. Trabalhamos com o erário, cotidianamente temos que zelar pelo bem público e não raras as vezes nos deparamos com situações aonde nossa ética e moral são postas a prova. Mas também tenho consciência de que estamos imersos em uma realidade social e que não devemos exigir do Estado nada além do "justo".

Não acho que um Senador da República deva abrir mão de seus vencimentos, pelo contrário, acho até que deveria ser crime um Senador ter outra fonte de renda. Não deveria ganhar de nenhum outro lugar para que sua dedicação fosse exclusivamente defender o bem público, defender o povo brasileiro. Fico indignado quando recebo correntes falando que Senador (ou político em geral) deveria ter o filho em escola pública ou ser obrigado a usar o Sistema Único de Saúde. Não podemos misturar as coisas, se exigirmos isso, daqui a pouco eles terão direito de legislar e dizer quem pode comprar carro, quem pode andar de ônibus. Eu trabalho muito para poder proporcionar a minha família o máximo de bem estar e não vou permitir jamais que alguém venha me dizer que tipo de educação ou saúde meus filhos podem ter.

O que quero dizer é que deveríamos atentar mais para que estes Servidores Públicos (os políticos) trabalhassem mais em prol da saúde e da educação do povo. Até mesmo por que, se obrigarmos estes Senhores a fazer uso destes serviços vamos acabar fazendo com que necessitados aguardem mais tempo ainda na fila de espera para tratamento de saúde ou para uma boa escola.

Pessoal, o problema não está no salário destas criaturas, mas na forma como trabalham, desviam dinheiro e agem para seu próprio benefício. Por mim, podiam TRIPLICAR o salário deles, mas com a condição de  haver pena de morte para quem meter a mão no dinheiro público.

Voltando a declaração do imbecil (talvez não seja a palavra certa, pois no dicionário encontramos que imbecil "diz-se da pessoa que diz ou que faz imbecilidades" e "pessoa de caráter ingênuo") fico imaginando o que essa criatura tem na cabeça para falar uma "merda" tão grande. Alegou que o valor o qual acha ser "baixo" ultrapassa os R$ 150 mil se incluídas as verbas de gabinete. Vem posar de bonzinho por que votou contra o 14o e o 15o salários dos Senadores, francamente: podia ser diferente? A ONG Transparência Brasil (http://www.transparencia.org.br/) publicou um documento sobre o custo do Congresso Nacional (http://www.transparencia.org.br/docs/parlamentos.pdf) leiam, temos de ter consciência de quanto pagamos para podermos exigir um bom trabalho.