Bem, eu ainda não sei se não passa de mais um viral como a "briga" nos bastidores do CQC (http://goo.gl/JlRsu). A diferença é que o CQC mostra logo no final do vídeo que tudo não passa de uma brincadeira para chamar a atenção, e como o brasileiro (acho que o ser humano em geral) gosta de assistir uma encrenca, DEU CERTO.
Voltando ao "caso Mansfield" o que me fez escrever é o quanto a sabedoria popular é verdadeira: pimenta no olhos (este blog é lido por pessoas de todas as idades, por isso falo "olhos" e não "c*") dos outros é refresco. Os ditos humoristas do programa vivem trocando alfinetadas, fazem graça chamando uns aos outros de incompetentes, homossexuais (como se isso fosse ofensa), magros, gordos, carecas ou simplesmente burros. Passam boa parte de suas falas fazendo menções pessoais de como não mereciam estar ali, e como o programa é "final de carreira", decadência para quem não deu certo. Lamento até mesmo ver Ultraje a Rigor fazendo parte disso.
Mas, novamente voltando ao foco, a motivação do post é ver como existe hipocrisia em todos lugares, em todos os níveis e meios. Se um artista, político, empresário ou seja lá quem for, reagir negativamente aos ataques humorísticos (ataques sim, Chico Anysio fazia críticas e sátiras mas nunca as custas de ofensas pessoais) vai logo cair na lista negra da classe humorística. Em alguns segundos terá seu nome veiculado em vários "twitters' e ReTuitados infinitas vezes sendo taxado de intolerante, mau humorado ou como quem tenha vestido a carapuça.
Confesso que não tenho opinião formada sobre ser válido ou não esse humor mais agressivo para fazer com que pessoas caiam na real. Não sei se o fato de "Bolsonaros" da vida falarem absurdos faz com que humoristas tenham o direito de destruir o cara publicamente. É meio que "chumbo trocado não dói", ou seja, se o cara falou besteira, tenho o direito de fazer o que quiser com ele. Acho que esse seria o princípio de uma sociedade baseada no direito de vingança e não no direito de justiça, inclusive esse foi o argumento de alguém que conversou comigo sobre a questão da pena de morte. Na concepção desta pessoa (que realmente não lembro quem foi) a pena de morte seria dar o direito ao Estado para se vingar - mas este é assunto bem mais denso e não é o foco deste post. Vejam só, Mansfield é um humorista "com anos" de carreira e não conseguiu suportar uma piada imbecil sobre a circunferência da sua barriga. Eu então devo sair armado e matando todo mundo né?! Tá, sei que o cara é humano e provavelmente não estava nos seus melhores dias, como eles mesmo dizem a todo instante estão na Band por que outro lugar não rolou, isso deve deixá-los desmotivados a trabalhar e conviver. Imagino até que aturar Léo Lins não seja nada fácil - até se me permitem, que conjunto de artistas não? Danilo Gentile, Léo Lins e o outro lá que nem sei o nome... seqüência de piadas prontas, jargões e humor feito sobre chacota alheia. Pena mesmo que não foi o Danilo Gentile que fez a piada sobre o Bebê da Vanessa, com um pouco de sorte ele não estaria ali apresentando o programa (sendo cortado como foi o R. Bastos).
Em resumo, celular que grava vídeo - R$ 400,00, taxi para ir a gravação do "Agora é Tarde" - R$ 40,00, assinatura de internet para ler essa notíca - R$ 100,00 mas ver um humorista picado e afetado pelo próprio veneno, isso não tem preço.
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